Feliz Ano Novo!!!

Por Bito, o retirante, 26 de dezembro de 2009 22:47

feliz_ano_novo

Retrospectiva: o melhor de 2009

Por Bito, o retirante, 26 de dezembro de 2009 22:40

Lugar - Brasília
Cinema - Marley e Eu
Passeio - ao Rio de Janeiro, com a família toda
Trabalho - da Abril para a Talk… uma aventura!
Homem - meu irmão, que voltou de Montreal
Na mesa - acarajé
No copo - coca-cola
No corpo - Uma singela aliança na mão esquerda ;-)
No jornal - blá! que jornal que nada!
Na tv - The Big Bang Theory
The best do ano - O casamento + a lua-de-mel + a vida nova em Brasília

Lá no fim de 2008 eu afirmei categoricamente neste blog que em 2009 eu iria:

-> Casar - DONE!
-> Tomar (bem) menos coca-cola - DONE!
-> Encerrar várias contas de banco - DONE!
-> Participar de algum concurso - desisti
-> Levar a natação a sério - ahahah que piada!
-> Comprar um fusca - não deu certo… ainda!
-> Adotar um gatinho - DONE!

Flashback: casamento

Por Bito, o retirante, 22 de dezembro de 2009 8:49

É… o retirante casou!

mosaico_casamentoMais fotos aqui, ó:

Domingo é dia de Moqueca + acarajé + jogos de tabuleiro

Por Bito, o retirante, 20 de dezembro de 2009 23:20

Ah! Esse domingo foi realmente especial! Ottoni, Daniel e Leiliane estiveram aqui para provarem um acarajé que preste, com uma moqueca de camarão mista, de camarão e peixe, que estava uma delícia! Depois ainda nos divertimos muuuuito com internet e jogos de tabuleiro.

Vanessa, Daniel, Leiliane e Ottoni posando para foto antes de atacaaaaar!

Vanessa, Daniel, Leiliane e Ottoni posando para foto antes de atacaaaaar!

Moqueca mista (peixe e camarão), comprada no Acarajé da Rosa... aí sim, gostoto. O acarajé deles mesmo não é tão bom!

Moqueca mista (peixe e camarão), comprada no Acarajé da Rosa... aí sim, gostoto. O acarajé deles mesmo não é tão bom! Ah! E estreamos os refratários que ganhamos no casamento :D

moqueca_4moqueca_3

A louça também nova, presente de tia Márcia... liiiinda!

A louça também nova, presente de tia Márcia... liiiinda!

Camarão e vatapá... mesmo congelados, chegaram a Brasília perfeitos!!!

Camarão e vatapá... mesmo congelados, chegaram a Brasília perfeitos!!!

Acarajé aperitivo, pequeno para degustação. Vem congelado da Bahia e a gente descongela direto no forno. Fica gostoso. Servimos DEPOIS do almoço por um erro de cáclculo. Mas valeu!

Acarajé aperitivo, pequeno para degustação. Vem congelado da Bahia e a gente descongela direto no forno. Fica gostoso. Servimos DEPOIS do almoço por um erro de cáclculo. Mas valeu! Não sobrou nenhum!

Depois de comer, nos divertimos muuuuito com vídeos no youtube e com jogos online. Até criamos um, olha lá:

Durante nossa história, fomos agraciados com grandes pensamentos e atitudes de nossos estimados políticos.

Você sabe dizer quem foram os ilustres autores dessas pérolas?

http://www.sporcle.com/games/pelodsen/gafes_politicas

Quando Daniel e Leiliane abandonaram o barco, ainda deu tempo de jogarmos Detetive e Scrabble.

Nessa e Ottoni já no meio do jogo...

Nessa e Ottoni já no meio do jogo...

Jogar palavras-cruzadas (scrabble) com Ottoni não tem graça. Não é a toa que chamamos ele de "Enciclottoni"

Jogar palavras-cruzadas (scrabble) com Ottoni não tem graça. Não é a toa que chamamos ele de "Enciclottoni"

O resultado é esse aí...

O resultado é esse aí...

Introdução no fim do ano: o acarajé

Por Bito, o retirante, 20 de dezembro de 2009 22:47

Bem, a única coisa que faz com que as pessoas cheguem a esse blog é, sem dúvida, os meus reviews de acarajé. Tudo bem que eu não me esforço nem um pouco para que meu blog seja conhecido e tals, mas acho importante recompensar as pessoas que terminam caindo nesse cantinho da internet que é o Retirante.

Esse texto abaixo escrevi para estreia do Explosão de Sabores, uma lenda urbana que até hj não saiu do papel.

Acarajé de Cira, de Itapoã, comprado no Rio Vermelho. O melhor acarajé no melhor lugar para comê-lo

Acarajé de Cira, de Itapoã, comprado no Rio Vermelho. O melhor acarajé no melhor lugar para comê-lo

O acarajé é a comida mais gostosa do mundo. Sem dúvida. Além de ser um legítimo representante da Explosão de Sabores, tem seu papel socio-econômico-gastronômico-cultural como poucas iguarias possuem. Abaixo, coloco uma pequena introdução ao verdadeiro acarajé. Aproveitem nham-nham!

Feijão fradinho + cebola + sal + azeite-de-dendê = acarajé? Não!

A verdadeira experiência do acarajé deve reunir outros fatores, além desses, que  combinados, dão a Explosão de Sabores esperada.

Nos meus posts de degustação de acarajé pelo Brasil, vocês podem identificar todos esses fatores singulares e quase imperceptíveis para seres normais, mas que nós, baianos, vemos de longe.

Senta que lá vem história:

O bolinho de feijão mais famoso do universo é de origem africana e tem uma ligação intima com o candomblé. Acarajé siginifica “bola de fogo que se come”, do Iorubá, e, até onde eu saiba, é oferecido a Xangô, Iansã e Oxum. O primeiro acarajé fritado deve ser oferecido a Exu, e somente depois os outros podem ser servidos aos povos de bom gosto e boa vontade.

as

Baiana. Fonte: O Rio antigo do fotógrafo MarcFerrez 3ª edição, 1989 Editora Ex Libris Ltda -> daqui, ó

Na Bahia, o acarajé é feito e servido por uma “baiana”, devidamente paramentada com roupa de santo. A profissão de baiana de acarajé é regulamentada e o bolinho é tombado como patrimônio cultural. No tabuleiro, o acarajé pode ser servido com vatapá, caruru, salada e pimenta.

O fenômeno do acarajé é antropologicamente curioso. O acarajé da Bahia está envolto a rituais, não apenas o religioso, mas sobretudo rituais sociais. Sair para comer acarajé não é coisa de turista, muito pelo contrário. A tradição e o costume de se comer um acarajé no fim-de-tarde, saindo do trabalho, da praia, ou no intervalo da faculdade são extremamaente difundidos.

Essa tradição popularizou algumas baianas, transformando seus tabuleiros em points pops. Cira, Dinha e Regina são as três mais famosas e dividem espaço no Rio Vermelho, o bairro boêmio e alternativo de Salvador. Escolher uma delas é como escolher time de futebol… e, mesmo sem ter torcida organizada, a fidelidade é semelhante, com direito a discussões acalouradas entre os adeptos de uma ou de outra.

A venda do acarajé garante o sustento de famílias de 20 a 30 pessoas e também do funcionamento de Terreiros. Uma profissão tipicamente feminina.

As baianas sofrem, cada vez mais, com a concorrência da venda do acarajé em bares, supermercados e restaurantes, que divulgam o bolinho como fast-food. Essa apropriação do acarajé contraria o seu universo cultural original e a sua venda como “bolinho de Jesus” pelos adeptos de religiões evangélicas – que postam Bíblias em seus tabuleiros – têm causado polêmica. -> daqui, ó

São mais de 5 mil mulheres trabalhando como baianas de acarajé em Salvador. E todas elas moram no meu coração!

Panorama Theme by Themocracy