Acarajé no Soteropolitano
Não foi a primeira vez que fui ao Soterpolitano, na Vila Madalena, mas naquela oportunidade eu não levei minha câmera e não fiz o review do acarajé. Nesse último sábado reuni amiguinhos especiais para uma rodada (na verdade foram 8 rodadas) de acarajés no famoso restaurante de comida baiana aqui em Sampa.

Turminha boa reunida no Sotero. O fotógrafo teve dificuldade de entender como minha câmera funcionava
Não preciso nem falar com a companhia de James, Carol, Bart, Ana Clara, Lu, Zé e Vanessa alegraram a noite e tornaram o gosto do acarajé incomparável, né?
Mas como tenho que manter a objetividade e imparcialidade na avaliação dessas coisinhas gostosas de feijão com dendê, tentarei deixar as boas lembranças de lado agora.
Primeiro, o local: Tenho uma coisa a dizer sobre o Sotero: eu nunca fui na parte de trás. Mas o primeiro salão, logo na entrada, é aconchegante, com alguns elementos decorativos bacanas e a melhor coisa de todas: uma mesa redonda. Simplesmente genial. Se não fosse por isso, eu não me empolgaria muito, pq comer acarajé em um restaurante não é o que considero ideal.
O preço: Tá ai uma coisa importante. Os acarajés no Sotero são servidos em porções de seis “mini-acarajés”. E eles custam a bagatela de R$ 13,00. Justo? Mais ou menos… não chega a ser um absurdo, mas pelos próximos itens vocês verão que pagar 2 reais e pouco por unidade fica até salgado.
Apresentação: Como falei acima, não temos o acarajé tradicional. Como disse o James: “eles deveriam servir um acarajé gigante!!!”. E é essa a idéia… acarajés pequenos são convites à frustração. Pq acaba rápido. Eles veem numa cestinha e os acompanhamentos servidos separadamente, em uma bandejinha multi-compartimentos.

Acompanhamentos: Tudo muito gostoso. Muito mesmo. Vatapa perfeitinho, o melhor que já comi aqui em Sampa (tirando o que trago congelado de Salvador, claro). A salada gostosa, camarão gostoso e o caruru não estava nada mal.

O graaaaaaaande problema é que as porções são MUITO pequenas para seis unidades. Ficar contando os camarões para não faltar é um abuso. E o pior é que quando pedimos um pouco mais o garçom (não sei se era dono, gerente ou coisa do tipo) deu uma risadinha irônica. Patético.
Apresentação “interna”: Bem, branquinho que só! Legal… mas um pouco molhado demais. Não chegou a comprometer, mas eles poderiam melhorar. Isso poderiam.

Gosto: Eu gostei bastante do conjunto. Mas como o acarajé é pequeno, dava para ficar irritado esperando pelo próximo. Se eles servem acarajé como tira-gosto (o que é um desperdício!!!), até que tudo bem… mas para quem queria comer “só″ acarajé, o gosto é de “quero-mais”.

Conclusão: Nota 6,5. O gosto é bom, os acompanhamentos gostosos, mas a quantidade e o tamanho deixam muito a desejar e fazem a nota baixar. E aí dá para entender pq o preço de 13 reais por porção fica caro no fim das contas. Mesmo assim eu recomendo experimentar.
OBS - Considero “nota 10″ o acarajé mais próximo do genuíno. Não fico comparando esses acarajés de fora de Salvador com os de Dinha, Cira ou Regina… pq é covardia. Ganha 10 quem conseguir servir um acarajé “como na Bahia” de verdade. Estamos conversados?
Quem estava lá: Como falei, James, Carol, Bart, Ana Clara, Lu, Zé e Vanessa foram os acompanhantes na medida certa, ao contrário dos acompanhamentos. Vou sentir muita saudade desses amigos que deixo em Sampa. E espero que dê tempo de fazer outras avaliações de acarajés por aqui.



Detalhe da noite foi Ana Clara, candanga que retira pelas bandas de São Paulo, amiga querida, que chamou o acarajé de PÃOZINHO! Fiquei chocado. E para piorar ela retirava o miolo do acarajé para ficar raspando nas sobras de dendê.




























