Bem, agora 2/3 da família retirante está em Brasília. Depois de mim, agora foi a vez de Cissa, a gatinha retirante desembarcar no Planalto Central. Só falta Vanessa, a senhora retirante.
Devidamente sedada (e retada com a gente), chegamos às 6h30 da manhã em Congonhas. Um miado ou outro para deixar claro que não estava gostando daquela história e a hora de deixá-la chegou. É que na Gol não é permitido levar animal na cabine, então tivemos que mandá-la junto com as malas. Tadinha.
O vôo foi tranquilo para mim, deve ter sido terrível para ela. Na chegada, ela tava encolhidinha e quando me viu fez de tudo para sair da caixa.
Enquanto as “outras malas” não chegavam, fiquei tentando convencê-la de que ainda a amava… ehehe…
No caminho para casa, de taxi, ela já foi se acalmando mais e conheceu, mesmo que por tabela, a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional.
Ao chegar em casa, saiu da caixa e foi logo reconhecendo, praticamente apresentando, o apartamento novo.
Pouco tempo depois já estava no seu sofá habitual, com a mantinha nova que compramos.
E fez as pazes comigo de tarde, vendo o jogo chato na TV, dormindo no meu colo…
Bem, depois de assitir “Herbie, meu fusca turbinado”, passei o resto do sábado pensando no Fusca 73 estacionado aqui na quadra.
Desde meu primeiro dia em Brasília aquele azulzinho lindo me chamou a atenção. Não liguei para o proprietário para não cair na tentação, já que a falta de grana é um problema sério e recorrente.
Mas foi aí que eu tive uma idéia: e se eu procurasse ajuda? É… algumas pessoas podem se sensibilizar com a situação e colaborar para eu realizar esse sonho que me persegue há algum tempo.
O esquema é o seguinte: você pode ser da família e ajudar pq é quase uma obrigação. Ou você pode ser um dos muitos amigos para quem dei carona no Uno 89, ou nos milhares de outros Unos que a família Teles teve. Você pode ser apenas uma pessoa generosa e de bom coração.
Todo mundo tem potencial para me ajudar!
E o que eu dou em troca? Huuuum… posso fazer uma espécie de livro de ouro do meu fusquinha. Se vc colaborou, seu nome entra para a história. Posso também realizar serviços fotográficos (até pq a minha pós-graduação em Fotografia tem que servir para alguma coisa a essa altura). Consultoria de comunicação em redes sociais, o que acha? Posso levar e buscar seus filhos na balada, posso levar seu cachorro no veterinário, posso instalar prateleiras e ganchos de rede na parede de sua casa… e todo o dinheiro arrecadado vai para o “Fundo do Fusca”.
Já que estou falando de Fusca, ouça a música muuuuito legal de Emerson Leal, da extinta banda Oda Mae Brown, láááá de Salvador (sempre a Bahia!) “Não sacaneie meu fusca”.
Quando eu conseguir comprar, vou ter ainda mais disposição para “salvar o mundo das cáries”. Esse blog ganhará novas histórias, novas fotos, nova vida. Imagina a minha vida de casado começando num fusquinha com a Sra. Retirante ao lado, vendo o pôr-do-sol no Pontão. Imagina nossos filhinhos, quando nascerem, brincando de dirigir no Fusca comprado com a SUA ajuda…
Bem, esse é o “manifesto”. Eu tinha mesmo que colocar isso tudo pra fora. Quando tiver um tempinho vou formatar uma pagininha especial só pro projeto “Fundo do Fusca”.
Sou o Bito, jornalista, fotógrafo, meio planejador, meio estrategista e retirante. Nasci em Salvador, no Rio Vermelho, e cresci em Itapoã. Retirei para São Paulo em 2006 e hoje moro em Brasília.