Noite fria de terça-feira em Brasília e uma ideia fixa na cabeça: ver o jogo do Bahia contra o Brasiliense pela 6a rodada da Série B do Brasileirão. Empolgante, né? Não! Das coisas mais chatas que vi na vida.
Primeiro, para chegar ao Serejão, ou Boca do Jacaré, em Taguatinga, é preciso ter muita paciência. O metrô de Brasília até chega lá. É bonitinho. Mas é demorado demais e com o mínimo de informações possível para que os desavisados se percam de vez. Só pode.
Mas como a gente tá aqui para falar do jogo e não do transporte público, tenho que confessar que cheguei atrasado e ao entrar no estádio Fábio Júnior já tinha feito 1 a 0 para o time da casa. E quando vi que o Bahia só tinha Lima como atacante, senti que coisas piores iriam acontecer.
A torcida Bamor estava presente, é verdade, mas parece que o frio e a atuação ridícula do Bahia fez o pequeno grupo silenciar. O grupinho ficou assim quase o primeiro tempo inteiro. Junto, em silêncio, tão apático quanto o time. Para variar, só saiu do lugar para provocar a torcida adversária no intervalo. Ô raça!
É… com Lima no ataque, um dos raros momentos de perigo do Bahia. A torcida acompanhava tensa. A bola terminou nas mãos do goleiro candango.
Pra piorar, a torcida ficou na bronca mesmo quando o jacaré fez o segundo gol. Duro de acreditar.
Mas vc sabe, né? Torcedor é um bicho diferente, apaixonado, e bastou a expulsão de um meia do Brasiliense e a volta para a segunda etapa que aquela esperança voltou ocm tudo!
Mas faltava alguma coisa. A camisa 8, retrô, na minha frente, me fazia sentir falta da “elegância sutil de Bobô”… esse tempo que não volta mais.
Mas nem tudo no jogo foi tristeza e marasmo na partida. Torcida, ataque, defesa… todo mundo investiu nesse lado do campo, por acaso, onde a bandeirinha saltitava alegremente.
Como errou muito, os gritos da torcida tricolor passaram de “bandeirinha gostosa” para “bandeirinha piriguete”… coitada…
E foi assim. O Bahia perdeu por 3 a 0 e eu conheci mais um estádio de futebol. E só.