Acarajé da Evilásia, Feira da Torre - Brasília-DF
Ola amigos e amigas do meu Brasil. Me desculpem pela ausência. Estou devendo aqui a publicação de duas avaliações que fiz nesses últimos 5 meses. A primeira é a que segue abaixo.
Na Feira da Torre, ponto turístico obrigatório e clichezão de Brasília, temos três barracas de acarajé coladinhas. O Acarajé da Mainha, o Acarajé do Meio e o Acarajé da Evilásia, que tive o prazer (sic!) de tentar experimentar.

Pelas primeiras palavras vocês já podem imaginar como sofre um degustador de acarajés nesse brasilzão de meu Deus. Mas vamos em frente.
Primeiro, o local: Dona Evilásia é talvez a mais baiana das baianas que encontrei fora de Salvador. Aquele olhar desconfiado, aquele jeito maroto de falar sem que a gente perceba se ela tá tirando uma com a nossa cara ou está sendo simpática. A Feira da Torre é até bacaninha, mas o clima dessa barraca já indicava que coisa boa não viria pela frente. Mas eu perseverei!
Negra, vestida de branco e, de vez em quando sorridente, de vez em quando mal-encarada. Tudo como deve ser. A feirinha também é uma atração bacana que comento num outro post separado.
Apresentação: É na apresentação que o negócio começa a complicar. Quando eu vi o primeiro acarajé passar pela minha frente, pensei alto: “to com medo”. Mas fui corajoso e pedi o meu completo.

Só de lembrar me dá enjoo. O exagero de acompanhamentos com uma cara de nada apetitosos me virou o estômago. O guardanapo que se desfaz em poucos segundos. Será que ninguém entendeu como tem que ser o papel do acarajé?
Mas se o papel fosse o maior dos problemas eu não teria sofrido tanto. Percebeu a cor do “molhadinho” no papel toalha? Percebeu as folhas verdes em cima do camarão? Percebeu a sutileza da cor da massa internamente? São todos sinais de que havia algo muito errado!
Acompanhamentos: Mais um com camarão albino, o que já faz a nota cair pela metade. Mas como não consegui sentir o gosto do vatapá e do camarão, nem da salada, muito menos da pimenta, não há o que descrever.

Ah! pq eu não consegui sentir o gosto de tudo? Explico logo abaixo.
Apresentação interna: Calma! Se vc acabou de comer ou se tiver estômago fraco, pode parar de ler, feche os olhos, desabilite a visualização de imagens pq o que virá a seguir é forte. Nem sei se consigo descrever, inclusive.
Ao morder, o susto. Lembra de todas as vezes que falei da importância da massa estar sequinha por dentro? Lembra que falei da importância da casquinha ser crocante? Parece que esse foi um castigo dos céus! Uma reunião de tudo o que há de pior num acarajé (acho que pior só se a massa estiver crua por dentro, coisa que já aconteceu comigo).
Gosto: Impossível falar sobre o gosto pq simplesmente eu não consegui comer. Só dei uma mordida e não tive coragem para engolir. Juntei o restinho de forças que eu tinha, já passando mal, para inspecionar melhor o acarajé e aí me deparei com o tiro de misericórdia:
Parece um bolinho de carne, ou um kibe, mas não é. E mesmo que fosse, a aparêcia é péssima. Fico enjoado só de ver essa foto.
Preço: Na verdade, pouco importa nesse caso. Nem de graça coma uma coisa dessa. Nem que te paguem. Mas como esse é meu trabalho, informo que essa tortura custa R$ 4,00, só que se vc contabilizar a conta do plano de saúde que vc PRECISA ter se for experimentar, o preço é salgado demais!

Conclusão: Nem considero esse como um acarajé. É a coisa mais horrorosa que alguém poderia servir na vida. Um atentado! Nota zero, óbvio. Nunca achei que daria um zero nessa minha peregrinação, mas esse aí foi demais. Muita gente com quem comentei sobre o assunto me pediu para dar uma segunda chance, para ir lá novamente e experimentar de verdade. Eu não tenho coragem. Se alguém for, por favor, deixe seus comentários e, principalmente, coloque fotos para mostrar que eu tive azar nesse dia e que o Acarajé de Evilásia não é prejudicial à saúde.
OBS - Considero “nota 10″ o acarajé mais próximo do genuíno. Não fico comparando esses acarajés de fora de Salvador com os de Dinha, Cira ou Regina… pq é covardia. Ganha 10 quem conseguir servir um acarajé “como na Bahia” de verdade. Estamos conversados?
Quem estava lá: Fui com Vanessa, companheira de todas as horas, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e, nesse caso, na doença. Quando comecei a passar mal por causa do acarajé, depois de ter feito a última foto, levantei para “dar uma volta” e respirar um pouco. Vanessa pagou a conta e sabia que me encontraria perto de uma lata de lixo qualquer. Quando me encontrou, olhou para mim com piedade e me levou para casa.
Veja os outros reviews:
Experimentando acarajés pelo Brasil
A Feira de Artesanato da Torre fica na Torre de TV, Eixo Monumental Oeste - Brasília - DF.
Horário de Funcionamento: Sábado, domingo e feriados das 08 às 18h

Pois eu, mesmo morando literalmente ao lado do restaurante, resisti bravamente até outro dia, quando fui com Vanessa ao tão famoso “oásis soteropolitano no quadradinho do Brasil”. E, lógico, experimentei o acarajé que avalio abaixo:
O resto do lugar não é de todo ruim. Mas também não tem nada demais pra chamar a atenção. Ah! Se você for em dia de jogo, prepare-se. Estava passando um jogo do Vitória na TV, o que, para mim, conta negativamente. Desta vez resolvi relevar e a torcida é tão pequena que nem faz barulho. Mas em dia de jogo do Flamengo é simplesmente impossível conversar. A gritaria impera.
Em outros quesitos da apresentação, nada mal. Aquele mesmo exagero, já característico das baianas, com o camarão e a salada caindo por todos os lados e uma quantidade sobrenatural de vatapá. Apesar de não ser muito pequeno, era magricela, o coitado. Mas nada absurdo também. Tudo normal na cor e textura da casquinha. nham nham!

Infelizmente eu não pedi pimenta. Não tive paciência nem coragem, pra falar a verdade. Então, não dá pra avaliar esse ponto.
Ai quando a gente olha para o tacho onde são fritos os acarajés a gente já começa a ter uma ideia dos motivos para ele não ser tão fofinho e sequinho por dentro. O azeite de dendê - que parecia ter mais de uma semana de uso, apesar deu não ter como comprovar esse fato - não parecia quente o suficiente. Ai quando a massa é colocada no azeite, ela não fica protegida direito pela casquinha e ai já era!





















