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Acarajé no Soteropolitano

Por Bito, o retirante, 18 de maio de 2009 21:20

Não foi a primeira vez que fui ao Soterpolitano, na Vila Madalena, mas naquela oportunidade eu não levei minha câmera e não fiz o review do acarajé. Nesse último sábado reuni amiguinhos especiais para uma rodada (na verdade foram 8 rodadas) de acarajés no famoso restaurante de comida baiana aqui em Sampa.

Turminha boa reunida no Sotero. O fotógrafo teve dificuldade de entender como minha câmera funcionava

Turminha boa reunida no Sotero. O fotógrafo teve dificuldade de entender como minha câmera funcionava

Não preciso nem falar com a companhia de James, Carol, Bart, Ana Clara, Lu, Zé e Vanessa alegraram a noite e tornaram o gosto do acarajé incomparável, né?

Mas como tenho que manter a objetividade e imparcialidade na avaliação dessas coisinhas gostosas de feijão com dendê, tentarei deixar as boas lembranças de lado agora.

Primeiro, o local: Tenho uma coisa a dizer sobre o Sotero: eu nunca fui na parte de trás. Mas o primeiro salão, logo na entrada, é aconchegante, com alguns elementos decorativos bacanas e a melhor coisa de todas: uma mesa redonda. Simplesmente genial. Se não fosse por isso, eu não me empolgaria muito, pq comer acarajé em um restaurante não é o que considero ideal.

O preço: Tá ai uma coisa importante. Os acarajés no Sotero são servidos em porções de seis “mini-acarajés”. E eles custam a bagatela de R$ 13,00. Justo? Mais ou menos… não chega a ser um absurdo, mas pelos próximos itens vocês verão que pagar 2 reais e pouco por unidade fica até salgado.

Apresentação: Como falei acima, não temos o acarajé tradicional. Como disse o James: “eles deveriam servir um acarajé gigante!!!”. E é essa a idéia… acarajés pequenos são convites à frustração. Pq acaba rápido. Eles veem numa cestinha e os acompanhamentos servidos separadamente, em uma bandejinha multi-compartimentos.

acaraje_tudo1

Acompanhamentos: Tudo muito gostoso. Muito mesmo. Vatapa perfeitinho, o melhor que já comi aqui em Sampa (tirando o que trago congelado de Salvador, claro). A salada gostosa, camarão gostoso e o caruru não estava nada mal.

acaraje_acompanhamentos

O graaaaaaaande problema é que as porções são MUITO pequenas para seis unidades. Ficar contando os camarões para não faltar é um abuso. E o pior é que quando pedimos um pouco mais o garçom (não sei se era dono, gerente ou coisa do tipo) deu uma risadinha irônica. Patético.

Apresentação “interna”: Bem, branquinho que só! Legal… mas um pouco molhado demais. Não chegou a comprometer, mas eles poderiam melhorar. Isso poderiam.

acaraje_por_dentro

Gosto: Eu gostei bastante do conjunto. Mas como o acarajé é pequeno, dava para ficar irritado esperando pelo próximo. Se eles servem acarajé como tira-gosto (o que é um desperdício!!!), até que tudo bem… mas para quem queria comer “só″ acarajé, o gosto é de “quero-mais”.

acaraje_montado

Conclusão: Nota 6,5. O gosto é bom, os acompanhamentos gostosos, mas a quantidade e o tamanho deixam muito a desejar e fazem a nota baixar. E aí dá para entender pq o preço de 13 reais por porção fica caro no fim das contas. Mesmo assim eu recomendo experimentar.

OBS - Considero “nota 10″ o acarajé mais próximo do genuíno. Não fico comparando esses acarajés de fora de Salvador com os de Dinha, Cira ou Regina… pq é covardia. Ganha 10 quem conseguir servir um acarajé “como na Bahia” de verdade. Estamos conversados?

Quem estava lá: Como falei, James, Carol, Bart, Ana Clara, Lu, Zé e Vanessa foram os acompanhantes na medida certa, ao contrário dos acompanhamentos. Vou sentir muita saudade desses amigos que deixo em Sampa. E espero que dê tempo de fazer outras avaliações de acarajés por aqui.

acaraje_lu_e_ze

acaraje_bito_nessa_bartacaraje_james_e_carol

Detalhe da noite foi Ana Clara, candanga que retira pelas bandas de São Paulo, amiga querida, que chamou o acarajé de PÃOZINHO! Fiquei chocado. E para piorar ela retirava o miolo do acarajé para ficar raspando nas sobras de dendê.

acaraje_ana_clara

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Experimentando acarajés pelo Brasil

Review: O acarajé da Rota do Acarajé

Por Bito, o retirante, 19 de abril de 2009 1:03

Todos prontos para mais uma aventura gastronômica aqui no Retirante? Pois nesta tarde ensolarada de sábado emSão Paulo, Vanessa, Lu e eu fomos à Santa Cecília experimentar o tão falado acarajé do restaurante A Rota do Acarajé.

cardapio1

A expectativa era altíssima. Nas comunidades do Orkut, fóruns, e nos blogs de outros retirantes, o Rota sempre é citado. Depois de ter me aventurado na Libertade, Ceagesp e Benedito Calixto, não tinha com o que me preocupar, né?

bito_lu_nessa

Primeiro, o local:

Já falei outras vezes que comer acarajé não é um ato ligado à fome exatamente. É um evento, um acontecimento social que precisa acontecer no ambiente certo.Não é justo cobrar de São Paulo o pôr-do-sol e a beira da praia.

rota_entrada

Sendo assim, o acarajé no Rota é excelente. Decoração com fotos de Salvador, artesanato, quadros… luminárias de berimbau.

decoracao_berimbau

Mesinhas de vários tipos, talheres e cadeiras também. Um estilo bem informal, agradável. Lugares no salão ou na calçada.

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O preço:

Aí é que mora o perigo! Acarajé puro: 5,50. Acarajé “como na Bahia” (completo, servido para comer com a mão): 7,50!!! C aí pra traz! Que é isso??? No prato é 8,50. Achei meio absurdo de caro.

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Apresentação:

Digamos que foi quase perfeita. Quase. Cor, textura da casquinha, tamanho, montagem… tudo lindo!

acaraje_fechado3

Mas dois detalhes atrapalharam bastante. O primeiro foi o papel onde o acarajé foi servido. Fininho, pouco resistente que se esfacelou em segundos quando as meninas começaram a comer. Para quem tem agonia de ficar com a mão melada, perde a chance de aproveitar melhor o acarajé. Acarajé de verdade é servido com papel verde ou rosa, raramente no amarelo, que é uma mistura de papel de pão com papel toalha. Alguém aí sabe que tipo de papel exatamente é?

apresentacao_papel

O segundo foi que veio muito molhado. Não sei dizer se era do camarão ou do próprio acarajé, mas a “aguinha” chegou a empoçar no pratinho. O ruim disso é que enquanto o acarajé está no prato, ele fica nadando na poça e vai deixando de ser crocante como deve ser ;-)

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Acompanhamentos:

Ponto positivo de novo. Os camarões, apesar de menores do que os servidos na Bahia, de boa qualidade, deliciosos. O vatapá do jeitinho certo também. A salada idem! O caruru, que deu medo de comer na Benedito, deu até saudade do mês de setembro em Salvador.

acaraje_fechado2

A pimenta boa também. Não era aquele molho de pimenta na garrafinha. Era a pastinha que só não digo que era “tradicional” pq não era preta. Mas passa.

Apresentação “interna”:

Acarajé bom é acarajé crocante por fora e sequinho por dentro. Quando ele fica muito molhado internamente, atrapalha na integração dos acompanhamentos com o bolinho e o gosto não fica o mesmo. No caso do acarajé do Rota do Acarajé, os dois que eu comi não estavam tão sequinhos como deveriam ser.

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Gosto:

Ótimo! Dava pra sentir que o azeite de dendê era de verdade. Apesar dos pontos negativos, chegou bem perto do acarajé de Salvador

Conclusão:

Concordo com o pessoal das comunidades que indicam o Rota. Eu também indico. Se é para matar a saudade ou para conhecer, pode ir e confiar. O preço é abusivo. Verdadeiramente abusivo. CPI do Dendê neles!!! A nota seria 8,0 ou 8,5…

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OBS - Considero “nota 10″ o acarajé mais próximo do genuíno. Não fico comparando esses acarajés de fora de Salvador com os de Dinha, Cira ou Regina… pq é covardia. Ganha 10 quem conseguir servir um acarajé “como na Bahia” de verdade. Estamos conversados?

Quem estava lá:

Os acompanhantes são tão importantes quanto os acompanhamentos. Uma delicia passar esse tempinho com Lu e Vanessa. Além de uma aulinha basica sobre acarajé e comida baiana, falamos sobre a superexposição nas redes sociais e o uso do MSN como ferramenta de trabalho… dentre outros tópicos polêmicos. No final, sobrevivemos todos… eheheh…

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Experimentando acarajés pelo Brasil

A Rota do Acarajé fica na rua Martim Fernandes, 529/533 - Santa Cecília - São Paulo -SP

Acarajé - Benedito Calixto

Por Bito, o retirante, 5 de fevereiro de 2009 10:32

Acarajé da Benedito

de: Bito, via

PinFotos

Neste último sábado fui fotografar (mais uma vez) a feirinha de antiguidades da Banedito Calixto, aqui em São Paulo. Já tinha ouvido falar muito bem do acarajé que vendem por lá e desta vez resolvi experimentar.

Seguindo o modelo da última “avaliação”, vamos por partes:

Primeiro, o local: A barraca do acarajé na Benedito fica na “praça de alimentação”, bem no meio da feira. Ali, num canto bem localizada, é até charmosa… mas não tem muito lugar para sentar e saborear.

Foto acarajé da benedito do Álbum galera - benedito calixto

O preço: Se eu reclamei dos 5 reais que paguei no Ceagesp, imagine o que eu pensei quando me cobraram SEIS REAIS por um acarajé??? Se a vontade não fosse tão grande e o compromisso com os leitores não fosse sério, eu teria desistido.

Mas comi um só (coisa rara, quem me conhece sabe).

Apresentação: O acarajé é pequeno. Pequeno demais. Amarelo. Amarelo demais. Vem numa caixinha de ispopô, tipo de hamburger para viagem. O “baiano” do acarajé entope de tudo o que tem por lá e nem fecha nada… fica lá, arreganhado. Horrivel!

Foto acarajé da benedito do Álbum galera - benedito calixto

Acompanhamentos: O vatapá estava bom. Tanto de gosto como de aparência. Ponto para ele. Mas o camarão era uma piada. Camarão albino, conhece? Pois lá tem. O Caruru foi outro que eu nem consegui experimentar. A cara não estava das melhores. Pimenta boa, normal de São Paulo, um molhinho… não era a “preta, original”. E a salada não tinha cubinhos de tomate, mas praticamente icebergs.

Foto acarajé da benedito do Álbum galera - benedito calixto

Apresentação “interna”: Pelo menos neste ponto o acarajé se salvou. Tava seco o suficiente para passar no teste.

Gosto: Não é de todo ruim. Dá pra comer. Mas a mistura de tudo o que falei acima não dá um resultado muito bom. Acarajé pequeno é um pecado. Camarão e salada que não estão 100% comprometem o gosto. E o preço é de lascar, dá até enjoo.

Conclusão: Não é tão ruim quanto o da Liberdade, mas também não é essas coca-cola toda. O preço é absurdo para um acarajé tão pequeno e um camarão tão sem graça. Eu daria nota 4,5 ou 5,0 para o quitute…

Foto galerinha boa! - pin foto clube do Álbum galera - benedito calixto

Galera que estava lá: Cesar, Vagner, Jeng, Karen, Gabriel, Mario, Gustavo e eu…

Acarajé no Ceagesp

Por Bito, o retirante, 11 de dezembro de 2008 17:36


Bart, Vanessa e eu

de: Bito, via

PinFotos

Bart, Vanessa e eu tínhamos uma missão na noite de ontem. Encontrar o James e a Carol na feirinha noturna do Ceagesp e saborear e avaliar o acarajé que vendem lá. Como James e Carol furaram, ficamos só com o acarajé, que já é bastante coisa!

Bem… vcs já devem saber que acarajé é minha comida preferida, seguida de perto da lasanha de meu pai… então costumo ser bem rigoroso… mas tem que ser, né?

Primeiro, o local: Para referências baianas, a Feira do Ceagesp é uma mistura de Feira de Itapuã, São Joaquim e Mercado do Peixe… se vc tirar os artigos eletrônicos de uma, os artigos do candomblé de outra e os pescadores manguaçados da outra, já terá uma boa idéia do que estamos falando.

A barraquinha do acarajé fica num lugar privilegiado, logo na entrada, com algumas mesinhas de metal para sentar. Ponto! Nada de restaurante chique, garçom que fala estranho e obrigação de falar baixinho… o ambiente, tirando a falta da praia, claro, é perfeito para comer acarajé.

O preço: Francamente! 5 reais pra comer um acarajé é um absurdo, né não?

Até nos lugares mais famosos aqui em São Paulo não se cobra tão caro, como no Pão de Festa, em Moema.

Mas estamos fora de Salvador, então é o preço a pagar, paciência… Fiquei preocupado com o saldo da minha conta bancária no final da história, mas mesmo assim comi os três, como de costume, além da coca-cola, claro!

Apresentação: O acarajé poderia ser um pouco mais queimadinho, e um bocado maior também. Mas por fora parecia mesmo acarajé, diferente do que experimentei na Liberdade, por exemplo.

Depois de pronto (foto abaixo), também ficou com cara de acarajé, não dos melhores, mas também não dos piores.

Acompanhamentos: Se tem uma coisa importante nessa história toda é que o acarajé nunca vem sozinho. O vatapá estava gostoso, mas deveria ser mais pastoso. Pecou na consistência. O caruru também ficou no quase. Já o camarão foi o pior da lista, seco demais, só tinha pele, coitado… A pimenta nota 9! Só a cor que não era preta, legítima… era vermelhinha, tipo molho…

Apresentação “interna”: O grande pecado dos acarajés fora de Salvador está justamente na apresentação interna.

Mesmo que por fora seja legalzinho, por dentro tem que ser bom também… no caso, o acarajé do Ceagesp poderia ser mais sequinho… mas só por estar branco e livre do dendê, já sai na frente de muitos outros que comemos em Sampa.

Gosto: Sim! Tem essa parte. O gosto é bom. Apesar da possível (não reparei, falha minha) mistura do azeite de dendê com óleo vegetal que insistem em fazer por essas bandas, o acarajé ficou com gosto de acarajé. Tanto que comi o segundo… e o terceiro.

Conclusão: Vale a pena experimentar. Não é uma maravilha… não deve ser o melhor da cidade… mas não é ruim e o ambiente é bem descontraído. O preço assusta um pouco, mas depois de alguns anos em São Paulo vc aprende que a vida é assim mesmo :(

Eu daria nota 6,5 ou 7,0 para o quitute…

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Experimentando acarajés pelo Brasil

MAIS FOTOS:

SERVIÇO:

Toda quarta, das 19h às 22h, Portão 7 do Ceagesp. Estacionamento gratuito!

Acarajé Day - Limônicos e agregados

Por Bito, o retirante, 8 de setembro de 2008 20:34

Nesse sábado eu e Nessa recebemos os limônicos e agregados lá em casa. O objetivo era mostrar o ap para a turminha e também comer o máximo de acarajés e abarás. Tanto quanto coubesse no estômago.

Veja mais fotinhas aqui: http://flickr.com/photos/bito/2840659791/in/set-72157606208201477/

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