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Acarajé da Rosa: o mito

Por Bito, o retirante, 15 de dezembro de 2009 23:40

Bem, assim que cheguei a Brasília, o que mais ouvi foi: “você tem que ir ao Acarajé da Rosa, é o melhor da cidade”. Era como um martelinho batendo na minha cabeça, quase me obrigando a experimentar a iguaria afro-baiana sem pestanejar.

19092009502Pois eu, mesmo morando literalmente ao lado do restaurante, resisti bravamente até outro dia, quando fui com Vanessa ao tão famoso “oásis soteropolitano no quadradinho do Brasil”. E, lógico, experimentei o acarajé que avalio abaixo:

Primeiro, o local: Estava em reforma, mas era um meio termo entre um restaurante e um boteco.  Muito estranho era o lugar onde se fazia o acarajé. Na foto abaixo vocês podem ver… parecia sala de raio-x de hospital. Chato e sem vida.

19092009515O resto do lugar não é de todo ruim. Mas também não tem nada demais pra chamar a atenção. Ah! Se você for em dia de jogo, prepare-se. Estava passando um jogo do Vitória na TV, o que, para mim, conta negativamente. Desta vez resolvi relevar e a torcida é tão pequena que nem faz barulho. Mas em dia de jogo do Flamengo é simplesmente impossível conversar. A gritaria impera.

Ponto positivíssimo para a coca-cola em garrafa de vidro muuuuuito gelada! Perfeito! Apaixonante!

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Apresentação: Como eu não estava realmente empolgado com o acarajé que iam servir, ainda mais depois dessa percepção acerca do local, não fiquei surpreso ao ver um acarajé mal apresentado. Para segurar o bolinho, eles colocaram papel toalha. Já falei anteriormente da importância de um papel adequado para se comer acarajé. O dendê não permite falhas neste quesito. E também NENHUMA COMIDA deveria ser servida com papel toalha, peloamor!

19092009516Em outros quesitos da apresentação, nada mal. Aquele mesmo exagero, já característico das baianas, com o camarão e a salada caindo por todos os lados e uma quantidade sobrenatural de vatapá. Apesar de não ser muito pequeno, era magricela, o coitado. Mas nada absurdo também. Tudo normal na cor e textura da casquinha. nham nham!

19092009517Acompanhamentos: A salada estava no ponto certinho. Gostei. O vatapá não estava ruim, mas um tantinho sem sal que deixou um gostinho estranho no paladar. Não estava gostoso, mas também não posso dizer que estava ruim. Olhando bem, eu ainda tive dúvidas se não se tratava de um bobó de camarão.

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Já o camarão foi o melhor que comi em Brasília. Não que isso tenha algum valor por enquanto, mas já é um avanço. Podia ser mais sequinho e com menos tempero por cima. Foi outro acompanhamento que ficou na média.

19092009510Infelizmente eu não pedi pimenta. Não tive paciência nem coragem, pra falar a verdade. Então, não dá pra avaliar esse ponto.

19092009519Apresentação interna: É aí que o Acarajé da Rosa começa a se complicar de uma vez. O tal do melhor acarajé da capital do Brasil pecou no que muitos por aí pecam. Estava molhado por dentro. Cozido, é verdade, mas molhado.

19092009521Ai quando a gente olha para o tacho onde são fritos os acarajés a gente já começa a ter uma ideia dos motivos para ele não ser tão fofinho e sequinho por dentro. O azeite de dendê - que parecia ter mais de uma semana de uso, apesar deu não ter como comprovar esse fato - não parecia quente o suficiente. Ai quando a massa é colocada no azeite, ela não fica protegida direito pela casquinha e ai já era!

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Gosto: A vontade aqui é sempre dizer que foi bom. Mas, poxa, não foi! Mas também não foi ruim. Um meio termo já recorrente nas minhas andanças em busca do acarajé perfeito. No final, o azeite com jeitão de velho deixou um ranso na boca e a massa molhada atrapalha tudo. Mas os acompanhamentos estavam na média, aí as coisas vão se equilibrando.

Preço: Ah! Eu nem me espanto mais com esses absurdos. Pagar R$ 6,00 por um acarajé meia boca é o fim da picada. E mais uma vez eu não consegui comer o segundo. Não foi pelo gosto dessa vez, mas pelo preço. Nem se fosse gostoso eu repetiria.

19092009505Conclusão: Acho que o que mais atrapalhou foi a propaganda. Se esse é o melhor acarajé de Brasília, meu Deus, estamos com problemas sérios. Mas não posso deixar isso atrapalhar minha avaliação. Algumas coisas boas, outras coisas ruins, e quase todo acarajé fora de Salvador vai se tornando mediano, mediocre mesmo. A dúvida que tenho é se dou 5,5 ou 6,0 para o quitute.

OBS - Considero “nota 10″ o acarajé mais próximo do genuíno. Não fico comparando esses acarajés de fora de Salvador com os de Dinha, Cira ou Regina… pq é covardia. Ganha 10 quem conseguir servir um acarajé “como na Bahia” de verdade. Estamos conversados?

Quem estava lá: Fui com Vanessa. Que tem que ter muuuuuita paciência para me aturar comendo, fotografando, comentando, fotografando mais um pouco e reclamando. Mas quem mandou casar? Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no acarajé de Cira ou no acarajé da Rosa.

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Veja os outros reviews:

Experimentando acarajés pelo Brasil

O acarajé da Rosa fica na SQCN 210, bem na esquina da quadra, em frente ao Mont Sion. Não tem muito lugar para estacionar (como quase todas as comerciais de Brasília), mas como eu moro do lado, fui andando mesmo :P

Acarajé da Barraca da Mainha, Feira da Torre - Brasília-DF

Por Bito, o retirante, 25 de agosto de 2009 13:57

Well… desde que cheguei à querida e estimada salve-salve Capital Federal, fui bombardeado de sugestões das mais diversas naturezas para provar “o melhor acarajé de Brasília”.

Fiquei reticente por um tempo, até pq essas experiências gastro-científicas não podem ser feitas sem uma pessoa ao lado para acodir, caso o pior aconteça.

Bandeira da Bahia é um bom sinal... olhando de longe, até me empolguei...

Bandeira da Bahia é um bom sinal... olhando de longe, até me empolguei...

Foi então que, no domingo passado, acompanhado por Naty, me desbanquei da Asa Norte para a Feira da Torre, bem na meiuca de BSB, para provar o Barraca da Mainha, indicado por Newton, da Fundação Palmares.

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A avaliação vc vê abaixo, como de costume.

Primeiro, o local: O local não é dos piores. Limpinho, arrumadinho, com lugar para sentar e comer o que quiser em paz. O atendimento também é bom, como sempre tem sido nessa minha busca pelo acarajé genuino. A “baiana” tinha cara de baiana mesmo.

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Negra, gorda, vestida de branco e, de vez em quando sorridente, de vez em quando mal-encarada. Tudo como deve ser.  A feirinha também é uma atração bacana que comento num outro post separado.

Apresentação: É na apresentação que o negócio começa a complicar. Quando eu vi o primeiro acarajé passar pela minha frente, pensei alto: “to com medo”. Mas fui corajoso e pedi o meu completo.

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Só de lembrar me dá enjoo. O exagero de acompanhamentos com uma cara de nada apetitosos me virou o estômago. O guardanapo que se desfaz em poucos minutos. Será que ninguém entendeu como tem que ser o papel do acarajé?

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Sabe aquela uniformidade da casca proveniente de uma massa bem feita, depoisitada com perfeição no tacho de azeite de dendê quente, que dá água na boca só de imaginar? Esqueça! Não é na Barraca da Mainha que você vai encontrar. O bolinho mais parece uma cadeia de montanhas. Algumas pontas mais queimadinhas do que outras. Dá um aspecto sujo ao negócio. Eca!

Acompanhamentos: Não precisa ser nenhum especialista em acarajé para saber que esse camarão é uma falta de educação. Não era seco e ainda era albino. Não tinha gosto de camarão. O vatapá numa consistência meio estranha e um gosto quase adocicado, onde já se viu? A salada e a pimenta, perto de tudo isso, até que passam. Mas o gosto de tudo junto era péssimo.

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Apresentação interna: Lembram que eu já falei sobre a importância da parte de dentro do acarajé ser sequinha? Quanto mais molhada, pior o gosto. E do acarajé da Mainha parecia um charco de tão molhado. O acarajé fica esturricado e o azeite de dendê termina penetrando na massa, deixando o gosto enjoado.

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Aproveito para dar uma lição: o azeite de dendê muito quente torra rapidamente a parte de fora, criando uma câmara que vai cozinhar a parte de dentro do acarajé perfeitamente, sacou?

Gosto: só pra resumir. ECA! Algumas vezes, uma imagem vale mais do que as palavras sim!

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Preço: Eu já paguei mais caro por um acarajé, lógico. Mas 5 reais por um arremedo é um absurdo. Absurdo mesmo. Ainda mais se você pensar que eu não consegui comer o meu inteiro de tão ruim que era. A refeição com a tradicional e sempre deliciosa coca-cola saiu R$ 7,00

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Conclusão: Me arrisco a dizer que é pior do que o acarajé da Liberdade, em São Paulo. Não houve nada que se salvasse na experiência. E foi tão ruim que eu não consegui comer inteiro, quanto mais comer o segundo, que, pra mim, é de lei. Quando eu comi o da Liberdade, ainda não fazia avaliações desse tipo, por isso não tenho a nota para comparar. Mas na média, esse ficaria com nota 3 fácil. E olha que eu tô sendo generoso.

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OBS - Considero “nota 10″ o acarajé mais próximo do genuíno. Não fico comparando esses acarajés de fora de Salvador com os de Dinha, Cira ou Regina… pq é covardia. Ganha 10 quem conseguir servir um acarajé “como na Bahia” de verdade. Estamos conversados?

Quem estava lá: Fui com Naty, amigona. A parte divertida da história eram as risadas dela ao ver a minha cara comendo o acarajé. Uma boa companhia certamente faz a nota do acarajé subir um pouco. Beira do mar e pôr-do-sol também.

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Veja os outros reviews:

Experimentando acarajés pelo Brasil

A Feira de Artesanato da Torre fica na Torre de TV, Eixo Monumental Oeste - Brasília - DF.
Horário de Funcionamento: Sábado, domingo e feriados das 08 às 18h

Surpresinhas do cotidiano brasiliense

Por Bito, o retirante, 14 de agosto de 2009 12:02

Nesta sexta-feira, saí de uma reunião no SBS (ainda não sabe o que são essas siglas? Veja aqui!) e ia em direção ao Conjunto Nacional, andando.

E para provar que Brasília é uma ervilha (uma vez que São Paulo é um ovo e Salvador é uma uva), encontrei Naty no meio da rua. Literalmente no meio da rua.

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Quais as chances de vc encontrar uma amiga tão querida assim, do nada, no meio da rua no centro de Brasília numa sexta-feira pela manhã?

Fizemos a festa, tiramos uma foto e seguimos juntos para o Conjunto quando, para nossa surpresa, nos deparamos com uma Marcha dos Sem-Terra (ô, comunistas!) na Esplanada dos Ministérios.

14082009427Aquela marolinha vermelha rumava em direção ao Congresso. Atrapalhava o tráfego (pq Brasília não tem trânsito, pode acreditar!).

E os dois baianos lá de cima, fotografando e achando graça.

“Céu azul de nuvens doidas…”

Por Bito, o retirante, 5 de julho de 2009 22:37
O clichê do clichê de Brasília é o tal do céu da cidade. Antes de vir morar por aqui todo mundo falava que merecia uma foto.
“Céu azul de nuvens doidas”, upload feito originalmente por Bito Teles.

“Tudo bem, achei, chegando lá eu vejo se é essas coca-cola toda”, pensava.

"Céu azul de núvens doidas" por você.

Mas na tarde desse domingo não resisti. Registrei o céu que me chamava há semanas.

"Céu azul de núvens doidas" por você.

Um céu lento, demorado, que vai mudando de cor pouco a pouco.

"Céu azul de núvens doidas" por você.

Um céu maravilhoso, realmente. Como se fosse “traço do arquiteto”, como diz Caetano.

"Céu azul de núvens doidas" por você.

Passarela

Por Bito, o retirante, 25 de junho de 2009 9:53

Uma das coisas mais desafiadoras daqui de Brasília é atravessar as avenidas. E o Eixão, então, é pior do que aquele joguinho do Atari.

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Como no Eixão não há semáforos, o jeito foi fazer as passarelas por baixo da terra. Uns buraquinhos perdidos no mar de asfalto e grama da principal rodovia da Capital.

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Achá-los já é complicado. Passar por eles à noite é simplesmente sinistro.

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OBS - Desculpem a falta de notícias, mas a mudança chegou e não to tendo tempo nem de trabalhar…

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