O clichê do clichê de Brasília é o tal do céu da cidade. Antes de vir morar por aqui todo mundo falava que merecia uma foto.
“Tudo bem, achei, chegando lá eu vejo se é essas coca-cola toda”, pensava.
Mas na tarde desse domingo não resisti. Registrei o céu que me chamava há semanas.

Um céu lento, demorado, que vai mudando de cor pouco a pouco.

Um céu maravilhoso, realmente. Como se fosse “traço do arquiteto”, como diz Caetano.

Sabe aquele momento cruel da vida de fotógrafo, quando a sua lente tosca quebra e, no fundo, vc sabe que não vale a pena mandar consertar?
Pois inspirado na caneca para fotógrafos, que rolou na web no ano passado, resolvi dar uma sobrevida ao meu equipamento que me ajudou MUITO durante 6 anos.

Ao lado do meu jegue de lavagem (com orelha quebrada, tadinho) e da foto da Sra. Retirante, meu novo porta-objetos tá lindão na minha mesa. Para fotógrafo nenhum botar defeito!
Confesso que foi difícil desmontar a lente para tirar o miolo. No início vai tudo bem, é só ir tirando parafuso por parafuso, deslocando as peças. Mas chega uma hora que trava tudo. O encaixe da lente é bem feito (ponto para os fabricantes, ponto!!!) e é preciso muito cuidado para forçar sem correr risco de quebrar a parte de plástico. Eu já tinha tentado com uma 35-80 mm, também da Canon, mas arrebentei toda, tadinha.
Depois de uns 15 minutos o brinquedinho estava todo desmontado e foi só decidir o que fazer com ele.
MATERIAL:
Lente Canon EOS 90-300 USM (quebrada!)
Superbonder
Chave phillips pequena
Chave-de-fenda pequena
Tampa protetora da lente
Paciência… MUITA paciência
That’s it! Um super porta-objetos para a minha mesa de trabalho. Sucesso garantido
Se vc tem uma EOS quebrada em casa e sabe que nunca vai mandar consertar, ta ai uma boa dica