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Acarajé no Ceagesp

Por Bito, o retirante, 11 de dezembro de 2008 17:36


Bart, Vanessa e eu

de: Bito, via

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Bart, Vanessa e eu tínhamos uma missão na noite de ontem. Encontrar o James e a Carol na feirinha noturna do Ceagesp e saborear e avaliar o acarajé que vendem lá. Como James e Carol furaram, ficamos só com o acarajé, que já é bastante coisa!

Bem… vcs já devem saber que acarajé é minha comida preferida, seguida de perto da lasanha de meu pai… então costumo ser bem rigoroso… mas tem que ser, né?

Primeiro, o local: Para referências baianas, a Feira do Ceagesp é uma mistura de Feira de Itapuã, São Joaquim e Mercado do Peixe… se vc tirar os artigos eletrônicos de uma, os artigos do candomblé de outra e os pescadores manguaçados da outra, já terá uma boa idéia do que estamos falando.

A barraquinha do acarajé fica num lugar privilegiado, logo na entrada, com algumas mesinhas de metal para sentar. Ponto! Nada de restaurante chique, garçom que fala estranho e obrigação de falar baixinho… o ambiente, tirando a falta da praia, claro, é perfeito para comer acarajé.

O preço: Francamente! 5 reais pra comer um acarajé é um absurdo, né não?

Até nos lugares mais famosos aqui em São Paulo não se cobra tão caro, como no Pão de Festa, em Moema.

Mas estamos fora de Salvador, então é o preço a pagar, paciência… Fiquei preocupado com o saldo da minha conta bancária no final da história, mas mesmo assim comi os três, como de costume, além da coca-cola, claro!

Apresentação: O acarajé poderia ser um pouco mais queimadinho, e um bocado maior também. Mas por fora parecia mesmo acarajé, diferente do que experimentei na Liberdade, por exemplo.

Depois de pronto (foto abaixo), também ficou com cara de acarajé, não dos melhores, mas também não dos piores.

Acompanhamentos: Se tem uma coisa importante nessa história toda é que o acarajé nunca vem sozinho. O vatapá estava gostoso, mas deveria ser mais pastoso. Pecou na consistência. O caruru também ficou no quase. Já o camarão foi o pior da lista, seco demais, só tinha pele, coitado… A pimenta nota 9! Só a cor que não era preta, legítima… era vermelhinha, tipo molho…

Apresentação “interna”: O grande pecado dos acarajés fora de Salvador está justamente na apresentação interna.

Mesmo que por fora seja legalzinho, por dentro tem que ser bom também… no caso, o acarajé do Ceagesp poderia ser mais sequinho… mas só por estar branco e livre do dendê, já sai na frente de muitos outros que comemos em Sampa.

Gosto: Sim! Tem essa parte. O gosto é bom. Apesar da possível (não reparei, falha minha) mistura do azeite de dendê com óleo vegetal que insistem em fazer por essas bandas, o acarajé ficou com gosto de acarajé. Tanto que comi o segundo… e o terceiro.

Conclusão: Vale a pena experimentar. Não é uma maravilha… não deve ser o melhor da cidade… mas não é ruim e o ambiente é bem descontraído. O preço assusta um pouco, mas depois de alguns anos em São Paulo vc aprende que a vida é assim mesmo :(

Eu daria nota 6,5 ou 7,0 para o quitute…

Veja os outros reviews:

Experimentando acarajés pelo Brasil

MAIS FOTOS:

SERVIÇO:

Toda quarta, das 19h às 22h, Portão 7 do Ceagesp. Estacionamento gratuito!

Acarajé Day - Limônicos e agregados

Por Bito, o retirante, 8 de setembro de 2008 20:34

Nesse sábado eu e Nessa recebemos os limônicos e agregados lá em casa. O objetivo era mostrar o ap para a turminha e também comer o máximo de acarajés e abarás. Tanto quanto coubesse no estômago.

Veja mais fotinhas aqui: http://flickr.com/photos/bito/2840659791/in/set-72157606208201477/

"No dia da festa dele, São Cosme quer caruru…"

Por Bito, o retirante, 26 de setembro de 2007 20:19

O Caruru é uma das comidas mais populares da Bahia, tanto quanto o Acarajé e o Abará, por exemplo. Mas não é tão conhecida no restante do Brasil principalmente por causa do seu aspecto meio, digamos, estranho.

A tradição é de se fazer um Caruru (preparado com quiabo e váaaarios acompanhamentos) no dia 27 de setembro, dia dos santos gêmeos Cosme e Damião. No mesmo dia o candomblé festeja os Ibejis, filhos gêmeos de Xangô e Iansã. Muita gente oferece também no dia 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, ou Iansã.

O fato é que Caruru é sinônimo de comemoração na Bahia. As pessoas abrem suas casas, enchem de enfeites e, a depender do que querem conseguir ou agradecer, usam 500, 700 ou até 1000 quiabos para cozinhar o prato. Quanto maior a quantidade de quiabos, maior a graça…

Tem gente que segue as tradições afro-brasileiras, com rituais de purificação, oferenda para sete crianças, e tem gente que só quer saber de colocar a comida no fogão. De um jeito ou de outro, algumas coisas não podem faltar no Caruru:

Caruru: é o principal. É feito com quiabo e azeite-de-dendê, camarão seco e outros temperos, com alho, cheiro verde e pimenta. Tem uma cara meio estranha, mas é uma delícia! Pode acreditar!

Vatapá: o mesmo que acompanha o acarajé. O vatapá é feito a base de pão, leite de coco e azeite de dendê. Acompanha também amendoim e castanha torrados Huuuum… maravilha!

Xinxim de galinha: é galinha, né? A diferença é que tem que ser ela toda, partida nas articulações, cozida com azeite-de-dendê, cebola, alho, camarão seco e amendoim torrado. É servido com Farofa d´água! UIA! Deu água na boca!

Feijão Fradinho: também feito com dendê…

Arroz “unidos venceremos”: Ta explicado! eh eh eh

Pipoca: bem, nem precisa explicar também, né? Só que não pode ser pipoca de microondas e, geralmente, é comida fria mesmo.

Geralmente tem também acarajé, cana-de-açúcar e outros doces.

Em São Paulo, sei que o restaurante Soteropolitano, na Rua Fidalga, 340, Vila Madalena, serve um Caruru no dia 27… mas o bom mesmo é ir para a terrinha e comer o caruru de lá, sentindo a brisa do mar e tudo que eu tenho direito…

Patrimônio Cultural

Por Bito, o retirante, 16 de julho de 2006 19:15


O acarajé - famoso kitute de feijão original da Bahia - foi tombado como patrimônio cultural no ano passado.

Para uma pessoa como eu, apaixonada por acarajés (no plural mesmo, porque é impossível comer um só!), viver longe de casa significa passar por uma síndome de abstinência grandiosa!Lá no pedacinho de Japão no centro de São Paulo tem o acarajé da Liberdade… e eu arrisquei!

Não era bem o que eu esperava… eheh… mas, veja bem, faltou mesmo a beira da praia e o por-do-sol do Rio Vermelho…

Pra mim, só deveriam vender acarajé se fosse com praia e no Rio Vermelho… ehehehhfotinha de Camila

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