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Acarajé: Feirinha de Ipanema

Por Bito, o retirante, 24 de julho de 2009 15:17

Ainda sobre os tardios relatos da passagem dos retirantes pelo Rio de Janeiro, no domingo pela manhã caminhamos do Leblon até a Feira Hippie de Ipanema, na Praça General Osório, onde compramos bugingangas mil e tive a chance de experimentar “o melhor acarajé da Feira”, como disseram.

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Identifiquei três lugares que vendiam acarajé por lá e esse que mostro pra vcs é o da esquina da Jangadeiros com Visconde de Pirajá.

Primeiro, o local: Numa esquininha, eu até já me acostumei a não procurar por um tabuleiro de verdade. Fora da Bahia acarajé é vendido em barraquinha. Nesse caso, no canto da Feira de Ipanema, com umas mesinhas de metal ao lado bem concorridas. Tinha tudo pra ser bom, mas o lugar vende de tudo… doces, bolos, croquetes e também acarajé. Essa variedade toda assusta e também atrapalha no cuidado que se deve ter com o bolinho baiano.


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O preço: Ah! Essa foi a piada das piadas. Talvez pq eu tava com uma camisa do Brasil (que comprei na própria feira), talvez pq eu seja branco-quase-transparente, ou talvez pq eles não tenham vergonha mesmo, mas cobrar SETE REAIS por um acarajé beira o roubo. Com mais R$ 3 da coca-cola o dinheiro acabou logo e só pude comer um. Nem em São Paulo eu paguei tão caro por um acarajé.

Apresentação:
Cada vez mais me espanto com a criatividade das pseudo-baianas ao tentarem servir o acarajé. Até em Salvador tem umas modas estranhas. Nesse caso, o acarajé é servido num pratinho de plástico, tipo de sorvete, sabe? Menos prático impossível. E ainda vem um garfo e uma faca (também de plástico).
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Outro grave problema é o exagero nas quantidades e a desconfiguração do acarajé. É tanto vatapá e caruru que o bolinho fica todo arreganhado, coitado. E quando ele é pequeno, como é o da Feirinha, fica pior ainda. Para um doido como eu, que quis comer com a mão, do jeito que tem que ser, foi uma tortura. E pra piorar, estava frio!!!

Para não falar que foi tudo um fiasco, a cor da casquinha tava perfeita.

Acompanhamentos: Ah! Tinha de tudo. Pimenta, vatapá, caruru, salada e camarão. Nada de extraordinário, mas nada ruim também. O camarão não tava sequinho e tinha muito fiapo. O vatapá tava com o gosto muito bom, mas a conscistência não estava tão firme como deveria, muito melequento, com o perdão da palavra.

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O caruru com umas rodelas de quiabo estranhas e com mais gosto de quiabada do que de caruru, achei. A salada tinha uns cubinhos de cebola muito estranhos, mas o tomate estava ótimo, vermelhinho que só! Por fim, a pimenta era fraca, parecia daquelas de frasquinho de super-mercado.

Apresentação “interna”: Por dentro, nem deu pra ver direito, é verdade, mas segue o mesmo estilo “quase lá” dos outros acarajés que comi fora de Salvador. Se fosse um pouquinho mais seco, passaria no teste. Não passou.

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Gosto: Era quase meio dia quando chegamos. A fome estava apertando e, como disse no início, comi um só. Aí a avaliação do gosto fica comprometida. Mas achei tudo muito molhado e sem sabores definidos. Aí complica. Posso dizer que não é ruim, mas se o gosto não foi marcante, então é pq há algo de estranho no reino da Dinamarca.

Conclusão: É… difícil chegar a uma conclusão nesse caso. Mas são muitos pontos negativos e poucos pontos positivos. Classifico, com alguma dúvida, como nota 5. Mas acho que pode melhorar. Outra coisa importante para se dizer aqui - e que pesou na nota final - é que foi a primeira vez que quem servia/fazia o acarajé não era baiano. No caso, eram cariocas, com aquele sotaque e tudo. Deu até desanimo.

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OBS - Considero “nota 10″ o acarajé mais próximo do genuíno. Não fico comparando esses acarajés de fora de Salvador com os de Dinha, Cira ou Regina… pq é covardia. Ganha 10 quem conseguir servir um acarajé “como na Bahia” de verdade. Estamos conversados?

Quem estava lá: Na hora, estavam Vanessa e minha mãe, que fez uma foto nossa mas ainda não mandou. Quando mandar, publico aqui. Só que durante o dia estava a galera toda…

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